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Histórias dos leitores: Infelicidade no trabalho – o que fazer para mudar?

Infelicidade no trabalho: O que fazer para mudar?E nesta segunda-feira inauguramos mais uma seção do site, as “Histórias dos Leitores”, na qual você pode enviar seu relato profissional (bom ou ruim) para publicarmos aqui e compartilhar com outras pessoas que possam se identificar e ajudar com conselhos e dicas.

No primeiro dia em que o LifeBreak foi ao ar, recebemos o e-mail do Samuel, um leitor que prontamente se identificou com o conteúdo do site. Ele está – assim como centenas de milhares de outras pessoas – em uma crise profissional. Detesta seu trabalho, não tem motivação nenhuma para ir trabalhar e, também, não tem ideia do que gostaria de fazer.

Transcrevo abaixo a mensagem do Samuel:

Recebi a recomendação site de vocês e pude notar várias coisas que se encaixam em meu momento atual. Como realmente estou em fase de não suportar nem ouvir falar de onde trabalho, achei interessante enviar minha história.

Acordo sem motivação, sem vontade de trabalhar, sem vontade de fazer as coisas simples do trabalho, sem o mínimo ‘tesão’. Já estou há 12 anos na empresa e vejo que não existe a possibilidade de ir pra frente. O problema é claro, mas não dá simplesmente pra sair e pronto. Afinal tenho contas pra pagar, mas realmente estou extremamente infeliz profissionalmente.

Claro que meu problema deve atingir milhões de pessoas no mundo, mas o grande problema é sair dessa zona de conforto. Alguma sugestão fora do comum?

Na verdade a falta de reconhecimento sempre foram os fatores do desânimo. Meu trabalho de certa forma é bastante dinâmico, porém, por falta de profissionalismo e talvez um pouco de paz na vida pessoal, me fez meio que detestar o que faço hoje.

Trabalho com tecnologia, mais precisamente com venda de equipamentos e consultoria para canais de TV e produtoras. Olhando de fora, talvez seja um emprego bacana – sinto isso pelos amigos e pessoas que comentam: “Nossa que legal! Já está rico?” – claro que dou uma risada e fico quieto.

Na verdade acho que entrei na tal ‘zona de conforto’ e somente sobrevivo sem qualquer motivação para seguir em frente. Como falei antes estou aqui na empresa há 12 anos e ainda ando de Palio, algo está errado – imagina você ganhar mal e ainda não gostar mais do trabalho. Ou talvez minha insatisfação possa ser dinheiro, mas acho que não, já que não tenho mais vontade de ir ao trabalho, imagino que salário seja o segundo item do desânimo.

Uma coisa me chamou atenção, quando vocês dizem que não sabemos o que queremos, acho que estou nessa parcela da população, realmente não sei o que quero – engraçado né? Pois tenho 37 anos e já deveria saber, mas sei que existem pessoas por aí com mais de 40 e ainda não sabem. Acho que minha luta realmente é saber o que fazer, saber trabalhar com prazer ou encontrar algo, mas tem um problema, já não tenho tempo pra ficar arriscando em aventuras,  não é?

Eu tenho um hobby, que na verdade deixei meio de lado, faço música eletrônica e sei que levo jeito pro negócio, porém falta coragem e tempo pra investir nisso.

Abraços e parabéns pelo site.

Obrigado, Samuel! Bem, primeiramente, é bom esclarecer que não existe nenhuma ‘fórmula mágica’ ou sugestões fora do comum para que alguém comece a trabalhar com o que ama e acorde motivado todos os dias. Mas existem, sim, alguns passos que podem ser seguidos e que nos ajudam a encontrar o melhor caminho a trilhar.

Acontece que a maioria das pessoas duvida tanto de que podem ser felizes no trabalho que isso por si só se torna a principal barreira (o Brasil não dá oportunidade, não há mercado para minha profissão, como vou pagar as contas, etc., etc.). Uma vez que você consiga arrancar esse pessimismo da mente, começa o trabalho de encontrar aquilo que você realmente ama fazer e, obviamente, a forma de ser pago por isso.

Você pode começar por alguns posts publicados aqui:

  1. Sete dicas para começar a fazer o que você ama
  2. Como ganhar dinheiro fazendo o que gosta
  3. Simples hábitos para despertar paixão pelo trabalho
  4. Sonhar é bom, mas realizar é muito melhor

Esses artigos podem lançar alguma luz no seu caminho – não são regras infalíveis ou imutáveis, mas dão um belo empurrão em quem precisa sair da ‘zona de conforto’.

É claro, como você mesmo disse, não se pode dar um murro na mesa, mandar tudo pro espaço, pedir demissão e ir tentar ‘viver de sonhos’ – as contas continuam a chegar! Às vezes esse ‘murro na mesa’ precisa ser planejado. Pode levar algum tempo, talvez um ano até que você consiga largar seu emprego para se dedicar ao que ama. E pode ser que haja outros empregos nesse intervalo – empregos que possam animá-lo um pouco mais, seja financeiramente ou pelo reconhecimento.

Meu conselho imediato é: “Comece a pensar em mudar de emprego rápido”. Diria até que encare isso como urgência, pelo bem da sua saúde. Conheço pessoas que chegaram a tal ponto de descontentamento com seus trabalhos que seus próprios corpos começaram a ‘sabotá-las’ para não irem trabalhar – gripes, dores de estômago ou coisas piores surgiam ‘do nada’ para as fazerem ficar em casa.

Você mencionou que gosta de música eletrônica e que leva jeito para isso. Ora, o que está esperando para investir nesse seu lado artístico? Retome o hobby! Encontre tempo para se dedicar a ele (mesmo que tenha que abrir mão de outros compromissos). Participe de fóruns e blogs sobre o assunto, envie seus trabalhos para profissionais do meio. Enfim, comece a fazer o que ama, paralelamente ao emprego, ao menos para reascender sua paixão e criatividade.

Problemas pessoais todos temos – uns mais, outros menos; mas eles estão lá. Contas para pagar também. Compromissos idem. Mas é importante que, no meio de tudo isso, encontremos tempo para priorizar a nós mesmos. Às vezes mandar um grande “dane-se” para o mundo e dedicarmos um tempinho em algo que gostamos é tudo o que precisamos para começarmos a viver de nossas paixões.

Você está com 37 anos e descontente com sua vida profissional. Procure pensar o que você deseja fazer da sua vida nos próximos 37 anos! Vai fundo e nos mantenha informados do seu progresso!

E deixo aberto aqui este espaço para que outros leitores enviem dicas, sugestões e conselhos para o Samuel. É só escrever nos comentários abaixo!

Veja mais dicas bacanas aqui:

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Editor, Consultor e Palestrante

Jornalista, designer e consultor com mais de 15 anos de experiência em diversos ambientes de trabalho – de agências de propaganda a multinacionais como a Microsoft. Acredita que as pessoas devem fazer o que amam para serem felizes e produtivas, e para isso oferece métodos e projetos que ajudam tanto empresas quanto pessoas. Apaixonado por tecnologia, games e pela cidade de Gramado.
www.emiliocalil.com | emilio@lifebreak.com.br

3 Respostas

  1. Comentário bem avaliado: Positivo 5 Negativo 0

    Um dica amigo. Publique suas músicas eletrônicas na internet. Use os canais apropriados para isso. Faça com que todo mundo conheça esse hobby e transforme esse hobby num trabalho e fonte de renda. Mas não faça música que todo mundo já faz, tente algo diferente, analise seus instintos padawan.

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    Digo o mesmo que o amigo Emerson Freire, pois tmb passo por alguns problemas parecidos! Ainda não estou na “zona de conforto”, mas estou tentando outra áreas e dando alguns pulos em universos que ainda não tinha me aventurado! Estou empolgado com algumas coisas, estou dando um passo de cada vez e todos os dias tiro alguns minutos para ler e me especializar sobre o assunto escolhido! Acredite em primeiro lugar, você pode sair dessa e ser feliz… boa sorte!

  3. samuel
    | Responder

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    Obrigado Emerson e Claudinei pelas dicas – Grande abraço !

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