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No sufoco do trânsito

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No sufoco do trânsitoSe você mora em uma grande capital como São Paulo, dirigir da sua casa para o trabalho é uma das tarefas mais dolorosas do dia. Uma pesquisa diz que o paulistano gasta em média 2h20 no trânsito por dia. Multiplicando esse tempo pelos dias do ano, descontando-se os finais de semana temos 606 horas, o que equivale a 25 dias consecutivos.

Gasto entre 1h00 e 1h30 para ir a um dos escritórios onde presto serviço. Eu, que me considero uma pessoa calma, comecei a me tornar um maníaco. No sufoco do trânsito me irritava em cada farol, resmungava para cada coisa que acontecia e acabei sendo inclusive um chato com qualquer um que estivesse comigo no carro. Cheguei a criar planilhas com minhas rotas possíveis e marcar o tempo de cada percurso na tentativa de otimizar ao máximo minhas idas e vindas. Enfim, eu virei o Pateta daquele desenho antigo (muito bom por sinal) Motormania.

O que fazer?

Existem muitas alternativas para reduzir o nível de estresse causado pelo trânsito. Nem todas servem para todas as pessoas. É comprovado, por exemplo, que a música interfere na forma como dirigimos. Uma música calma vai fatalmente lhe deixar mais calmo, porém, pelo menos no meu caso, isso não funcionava – eu resmungava com a música também e mudava a estação. Acabava voltando para a minha preferência musical, que é o Rock ‘n’ Roll, e ouvir uma música dinâmica e agitada preso em um ‘anda-e-para’ a 20 km/h torna tudo mais frustrante ainda.

Outra dica que também não funcionou comigo, mas que pode funcionar com você, é o relaxamento. Quando o trânsito para, feche os olhos, respire profundamente. Alongue os braços, mova a cabeça em círculos… Ok, você entendeu. Deve haver dezenas de sites ensinando isso. É até interessante pegar um desses exercícios e praticar, mas num percurso de uma hora você não vai querer/conseguir fazer isso por mais do que três minutos.

A última sugestão comum é “mude-se”. Vá morar perto do seu emprego, se isso for possível e couber no seu bolso. Pode parecer radical, mas se você mora de aluguel até que não é uma má ideia.

Ouvir ‘não-músicas’

Todas as alternativas acima falharam miseravelmente comigo. Então eu finalmente descobri algo que não apenas me deixou calmo como me fez ficar triste por ‘já ter chegado’ ao meu destino algumas vezes.

Comecei a ouvir no carro podcasts, que são arquivos de áudio com pessoas debatendo sobre os mais diversos assuntos. A maioria dos podcasts é semanal, composta por uma ou mais pessoas e geralmente conta com convidados especialistas no assunto em debate. É quase como um Jô Soares em áudio (só que bom).

Além de entreter, muitos podcasts ainda vão transmitir cultura, informação, te deixarão por dentro das novidades. Outras duas opções, não menos interessantes, são áudio-livros e cursos de idioma. Já que você perde um mês por ano dentro do carro, por que não transformar esse mês em uma coisa produtiva?

O que ouvir?

Braincast
O podcast do Brainstorm9, um site voltado à publicidade. Apesar do foco, os programas atingem uma variedade de temas como design, história, redes sociais além de diversas dicas corporativas.

Nerdcast
Um dos podcasts mais antigos do Brasil, o Nerdcast conta hoje com quase 350 programas. Os apresentadores falam sobre tudo, existem programas sobre história, biologia, física, sobre profissões, sobre economia, filmes, variedades e inutilidades. Dá pra aprender muita coisa e rir muito também.

Audiobooks
O site Lendo.org disponibilizou uma lista de 31 audiobooks gratuitos. A Universidade Falada também possui alguns audiobooks gratuitos, mais uma grande quantidade de audiobooks pagos.

As ‘não-músicas’ realmente resolveram meu problema com o trânsito. E você, tem alguma dica para aguentar o sufoco do trânsito cotidiano? Deixe aqui seus comentários!

Para finalizar, assista ao desenho do Pateta no trânsito

Veja mais dicas bacanas aqui:

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Desenvolvedor de sistemas voltados a eventos de grande e médio porte, designer e criador de jogos para diversas plataformas. Acredita na vida profissional como um meio, não um fim. É viciado em séries, filmes de terror, videogames e comida apimentada.

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