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Por que você nunca ganhará um centavo com seu hobby (e como mudar isso)

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Por que você nunca ganhará um centavo com seu hobbyPara cada hobby e paixões malucas que existem no mundo, há alguém absolutamente doido por isso. Seja costurar, pescar, colecionar, dançar… tudo!

Mas apesar das possibilidades serem incontáveis, o triste fato é que essas pessoas apaixonadas são a exceção, não a regra. Mas não precisa ser assim.

A maioria das paixões e hobbies não gera um centavo e, entre aquelas que geram, poucas resultam em algo que pague mais do que um jantar por mês em um restaurante razoável.

Por que tem que ser assim? O que separa os milhões que amam jogar xadrez nos finais de semana daqueles poucos que se tornaram professores e treinadores de xadrez bem sucedidos e remunerados?

O que separa aqueles que reservam alguns dias das suas férias para uma viagem de duas semanas por ano daqueles que transformaram sua paixão por viagens em uma forma de financiar seu estilo de vida?

Existe uma coisa que separa um hobby ou paixão de um negócio ou carreira. E é algo muito simples.

As pessoas que fazem dinheiro são aquelas que estão dispostas a vender. Eu gostaria de ter uma explicação mais profunda, mas essa é a realidade nua e crua.

A maioria das pessoas não gosta de vender. Elas acham que que vendas e marketing são algo criado pela indústria para convencê-las a comprar um monte de coisas inúteis que não querem e não precisam.

Infelizmente, em muitos casos, isso não está muito longe da verdade, especialmente com o monte de lixo vendido online atualmente.

Mas e se o seu produto pudesse curar o câncer?

E se você tivesse um conjunto de talentos ou paixões que pudesse genuinamente tornar melhor a vida das pessoas ao seu redor?

E se a sua ideia pudesse mudar o mundo?

Aí você estaria disposto a vendê-la?

Ao contrário do que tantos novos empreendedores e pessoas que desejam seguir suas paixões gostam de acreditar: Seu produto não vai se vender sozinho.

As pessoas que fazem dinheiro são aquelas que estão dispostas a vender
Claro que existe aquele velho caso do sujeito que nunca fez marketing e se tornou bilionário. Mas não podemos nos prender a ele. Tentar transformar o sucesso dele em um padrão não é prático nem útil. E também não é a realidade.

Todo mundo tem que vender.

A Apple possui algumas das melhores tecnologias e produtos do mundo. Eles possuem uma legião de fãs que morreriam pela empresa. Seus produtos praticamente se vendem sozinhos. E ainda assim eles gastaram mais de US$ 1 bilhão em vendas e marketing no ano passado.

A Microsoft praticamente possui o monopólio dos sistemas operacionais no mercado corporativo, e ainda assim ela possui equipes de vendas internacionais com milhares de pessoas ao redor do mundo.

Não importa se você é bom, se a sua equipe é grande ou se a sua ideia é única. Se você não encontrar uma forma inteligente de transmitir seu valor para as pessoas que estão desesperadamente querendo o que você tem a oferecer, você vai fracassar.

Alguns chamam de vendas. Outros chamam de ajuda.

Vendas não é necessariamente uma coisa ruim.

E, como podemos notar, vendas e marketing são uma parte da vida de todos nós. Seja uma mãe, marido, empregado, empreendedor ou amigo, não existe uma única área da nossa vida onde isso não seja relevante.

Quando feito de forma certa e aplicado a produtos e serviços nos quais você acredita genuinamente, isso torna o mundo um lugar melhor.

Talvez você seja ingênuo (ou arrogante) demais para acreditar que não precisa vender. Você acha que pode apenas trabalhar na sua paixão ou ideia e o mundo baterá à sua porta. O problema é que você está deixando esse mundo dúbio do marketing (e dos produtos inúteis) aberto para enganar as pessoas que poderiam se tornar os futuros clientes e amigos que você pode realmente ajudar.

Se você oferecer seus serviços de graça para sempre, não apenas jamais abrirá um negócio como, também, as pessoas começarão a lhe dar o mesmo valor que você dá a si mesmo. Eventualmente elas vão achar que a qualidade da sua ajuda vale o quanto você cobra.

Mas quando você muda seu foco de “como ganhar dinheiro” para “como ajudar pessoas”, é praticamente certo que você adorará ‘vender’. Isso porque, de repente, o tipo certo de venda casual e compassiva se torna sinônimo de ser uma boa pessoa. E cada venda que você fizer terá o potencial de mudar dramaticamente uma vida.

E é isso o que importa, no final das contas.

Mas você precisa pedir dinheiro (do jeito certo)

A equação é simples: Encontre sua forma de tornar a vida das pessoas melhor, então faça tudo o que puder para provar isso.

Se não pedir para as pessoas comprarem de você, você não ganhará dinheiro.

Se não fizer tudo ao seu alcance para mostrar às pessoas o quão útil você pode ser, todos sairão perdendo.

Você nunca montará um negócio que envolva a sua paixão. E pior, nunca ajudará as pessoas de uma forma que o mundo precisa.

Se você tem aquela centelha interior que lhe dá a vontade de mudar o mundo (e todos nós temos), então é sua obrigação, acima de todas as outras, fazer tudo o que é possível para comunicar esse valor às pessoas.

Faça isso da forma mais aberta, honesta e genuína possível e a vida começará a ficar mais divertida.

Lembre-se, no final de cada venda, o cliente sempre diz “obrigado”. Seu trabalho é fazê-los dizer isso com sinceridade.

É hora de começar a vender. Do jeito certo.

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Editor, Consultor e Palestrante

Jornalista, designer e consultor com mais de 15 anos de experiência em diversos ambientes de trabalho – de agências de propaganda a multinacionais como a Microsoft. Acredita que as pessoas devem fazer o que amam para serem felizes e produtivas, e para isso oferece métodos e projetos que ajudam tanto empresas quanto pessoas. Apaixonado por tecnologia, games e pela cidade de Gramado. www.emiliocalil.com | emilio@lifebreak.com.br

Uma resposta

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    Muito bom. Excelente. Principalmente quando você diz “Se você oferecer seus serviços de graça para sempre, não apenas jamais abrirá um negócio como, também, as pessoas começarão a lhe dar o mesmo valor que você dá a si mesmo. Eventualmente elas vão achar que a qualidade da sua ajuda vale o quanto você cobra.”

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