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O maior (e infundado) perigo de tentar fazer o que você ama

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O maior (e infundado) perigo de tentar fazer o que você amaApós um tempo conversando com várias pessoas a respeito da proposta do LifeBreak e incentivando-as a correrem atrás de seus sonhos e fazerem o que gostam, eu percebi uma resposta padrão muito comum. Na verdade parece um disco quebrado que se repete de novo e de novo. E tudo se resume a uma única palavra: Risco.

Essa resposta muito comum das pessoas é mais ou menos assim:

“Obrigado por me inspirar a criar coisas e trabalhar com aquilo que eu amo. Mas minha situação é diferente. Tenho muita coisa em jogo para assumir esse tipo de risco agora. Eu não sou um jovem despreocupado de 23 anos. Tenho muito a perder. Além disso, não acho que estou pronto para começar a criar.”

E as desculpas vão surgindo:

  • Sou velho demais.
  • Sou jovem demais.
  • Não tenho experiência.
  • As pessoas não vão valorizar as coisas que eu fizer.
  • Tenho muitas dívidas.
  • Não tenho apoio de ninguém.
  • Eu tenho família e filhos para sustentar.
  • E todas as desculpas possíveis que sua criatividade for capaz de inventar.

Independentemente do que você possa achar, essas frases acima são desculpas, nada mais do que isso.

Veja, a única diferença entre as pessoas que fazem algo significativo na vida das que ficam sentadas observando 20 anos se passarem é simples: Elas não deixam que as desculpas as façam parar.

Pessoas que vivem seus sonhos encontram razões para mudar que são mais convincentes do que as razões para continuar do jeito que estão.

Não importa o quão maluca ou permanente seja a sua desculpa. Pode ter certeza de que existem pessoas aí fora que enfrentaram essa mesma situação (e até pior) e fizeram algo incrível para mudar.

Mas as desculpas não são minha maior frustração (embora estejam ali no topo). O que realmente me incomoda é essa ideia de “risco”. As pessoas leem os artigos do LifeBreak e começam a pensar que há muitos riscos envolvidos para mudarem suas vidas.

Mas de que riscos eles estão falando?

Você está entendendo alguma coisa errada.

Não estou dizendo para você sair amanhã e mandar às favas seu emprego, suas dívidas, sua casa e montar uma nova empresa, apostando tudo o que tem na vida nisso.

Empreendedorismo é algo fantástico. É apaixonante. Mas muitos ainda não estão preparados para os balanços emocionais (e financeiros) que essa atitude traz. Ou talvez não tenham interesse em começar seu próprio negócio.

Não tem problema, desde seja isso o que você quer. Não se trata de ser empreendedor – para alguns até pode ser, mas esse não é o ponto.

O que realmente importa é a mudança de papel na história da sua vida – de vítima para protagonista, tornar-se aquela pessoa que realmente assume o comando.

Isso começa com a aceitação de que você está num mau momento – no trabalho, na vida, onde seja. Então vem a necessidade de mudança.

Na grande maioria dos casos uma pequena mudança em seu ambiente de trabalho – nas pessoas com quem você passa seu tempo, nas habilidades que você usa ou não usa, nas paixões em que você acredita – pode trazer uma grande melhora na satisfação daquilo que você faz. Literalmente, uma mudança de 10% pode causar uma melhoria de 90% na forma como você encara cada dia de trabalho.

Viver o seu sonho, a sua paixão… não significa necessariamente fazer grandes mudanças. Pelo menos não no início. A mudança tem mais a ver com parar esse disco quebrado de lamentações e autopiedade e fazer alguma coisa a respeito. E, lentamente, se tornar o herói da sua própria história.

Trata-se de aprender tudo o que puder com suas experiências de vida, ver quem realmente você é e o que realmente quer. E depois impulsionar a si próprio constantemente a novos níveis, ainda que sutilmente, e decidir cercar-se de pessoas que tornam isso possível.

Viver o seu sonho, mais do que qualquer outra coisa, é uma mudança de mentalidade – uma crença de que o trabalho apaixonado é possível para você. E não apenas possível, mas provável, se você se comprometer com ele.

Qual é o risco de tomar essa decisão?

Pense realmente nisso.

Talvez você se demita para tentar fazer algo mais significativo. Talvez isso não dê certo – às vezes não dá. Mas tudo é aprendizado e, pelo menos, você poderá se congratular por matar aquela ‘vítima interior’ e ser proativo.

Pense no pior cenário possível do que pode acontecer com você. Para a maioria das pessoas isso significa voltar à vida e ao trabalho anterior – exatamente onde elas estão agora. Se o seu pior cenário é o seu cenário atual, então o que você tem a perder?

Sim, eu sei que o momento não é o ideal. Nunca é. E nunca será. Isso significa, então, que todo momento é o momento ideal.

Não estou dizendo para você se demitir amanhã ou fazer um empréstimo para abrir uma empresa. Essa é uma decisão sua – e raramente necessária, especialmente no início.

O que estou dizendo é que você precisa fazer alguma coisa. Qualquer coisa. Para chegar mais perto de conhecer quem você realmente é e colocar uma marca no mundo que só você é capaz de fazer.

É por isso que todos nós precisamos começar a criar valor o mais rápido possível. Claro, no começo os outros podem não enxergar muito valor naquilo que você oferece (nunca enxergam, na verdade) – e essa é mais uma razão para começar a experimentar, aprender e ajustar.

Mas uma coisa é garantida: Quanto mais cedo você começar a criar coisas, mais cedo as pessoas terão a chance de apreciar o que você criou. E mais cedo elas passarão a pagar pela ajuda que você oferece.

Mais importante ainda, mais cedo você começará a construir a confiança de que toda essa aceitação de vida limitada não é um destino ao qual você deve se sujeitar. E com essa confiança, tudo começa a mudar.

Se não arriscar, você acordará daqui a cinco anos – talvez 10 ou 20 – e perceberá que continua descontente (ou até pior) no mesmo lugar onde foi infeliz por tantos anos.

Aparecer ou perecer – mas jamais continuar igual

Lembre-se, não fazer nada quando estiver em uma situação ruim não significa que as coisas serão as mesmas com o andar do tempo. Não existe constância. As coisas podem melhorar ou piorar. Imagine onde você estará daqui a 20 anos se não fizer nada. Como se sentirá? O quão desencantado você estará?

Assim, não, o maior risco não é tentar fazer alguma coisa e fracassar. Não é o fato das pessoas não valorizarem o que você criar. Não é a ideia que você tem e descobre que era a ideia errada. Não é nem mesmo a possibilidade de ser demitido ou ter que mudar de casa.

O maior risco é não fazer nada

O maior risco é acordar daqui a 20 anos e desejar ter feito alguma coisa hoje.

O maior risco é não dar a si mesmo a chance de causar o impacto que só você é capaz de causar.

O maior risco não é fazer alguma coisa, é não fazer coisa alguma.

Por favor, faça alguma coisa. Qualquer coisa.

Você nunca mais será o mesmo.

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Seguir Emílio Calil:

Editor, Consultor e Palestrante

Jornalista, designer e consultor com mais de 15 anos de experiência em diversos ambientes de trabalho – de agências de propaganda a multinacionais como a Microsoft. Acredita que as pessoas devem fazer o que amam para serem felizes e produtivas, e para isso oferece métodos e projetos que ajudam tanto empresas quanto pessoas. Apaixonado por tecnologia, games e pela cidade de Gramado.
www.emiliocalil.com | emilio@lifebreak.com.br

Uma resposta

  1. Claudinei
    | Responder

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    Belo post mais uma vez, Emílio! Realmente são coisas para se pensar, as mudanças são difíceis, mas não impossíveis…
    Valeu o incentivo e continue assim!
    Let´s change, my friend!
    Abs!

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